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Sea Shepherd: Campanha é lançada com o novo navio Robert Hunter
Data: 8/2/2007
Por Thiago Malachias, da Sea Shepherd
A Sea Shepherd está na Antártica acompanhada de mais um navio, o "Robert Hunter". Robert Hunter, que ao lado de Paul Watson, foi um dos fundadores do Greenpeace, faleceu em 2005 e em seu funeral, Paul Watson prometeu dar o seu nome a um navio. Sua filha, Emily Hunter, já fez parte da tripulação da Sea Shepherd em campanha de defesa das baleias na Antártica.
“Bob e eu estávamos no primeiro bote inflável que bloqueou os harpões dos baleiros em 1975” - disse o presidente e fundador da Sea Shepherd, capitão Paul Watson. “Ele foi meu parceiro em 1971 no Greenpeace e nos reunimos mais tarde em várias campanhas da Sea Shepherd. Com este navio, ele continua ao meu lado em espírito, e juntos continuamos a defender a vida nos oceanos”
Contamos agora com 2 navios: o Farley Movat e o Robert Hunter. Juntos, eles carregam mais de 60 voluntários internacionais, um helicóptero, e numerosas embarcações menores para confrontar os baleeiros japoneses em alto-mar. Os voluntários representam treze nações com tripulantes da Austrália, Bermudas, Brasil, Canadá, Chile, França, Alemanha, Hungria, Grã-Bretanha, Holanda, Nova Zelândia, África do Sul e Estados Unidos.
Estamos navegando pela Antártica sem uma bandeira
O nosso navio Farley Movat agora é oficialmente um navio pirata.
Poucas horas antes de partirmos para Antártica, no dia 29/12/06, fomos avisados que tivemos nossa bandeira revogada pela nação de Belize.
O registro do navio havia sido concedido há apenas dez dias antes de nossa partida. O registro foi solicitadao após a Grã-Bretanha negá-lo.
Em outubro, o registro canadense que o Farley Movat possuía desde 2002 foi suspenso pelo Canadá.
A Lei Internacional diz que um navio sem bandeira pode ser parado por qualquer Marinha para inspeção e em caso de violação ou atividade pirata, o navio pode ser apreendido e sua tripulação presa.
Aparentemente, essa é nova estrátegica adotada pelo Japão, que está usando seu poder econômica para pressionar qualquer nação a negar nosso registro.
"Isso é inacreditável, mas não é uma surpresa" - disse Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd. "O oceano está repleto de pescadores ilegais hasteando bandeiras de conveniência. Os baleeiros japoneses e noruegueses estão assassinando ilegalmente baleias em santuários e matando espécies em vias de extinção, e ainda somos forçados a ter nossa bandeira revogada por nos opor a essas atividades ilegais.
O Farley Movat continuará nos Oceanos do Sul sem uma bandeira. "Nós temos uma missão e esta missão é salvar as baleias" - disse Capitão Watson. "Nós não entregaremos este navio para qualquer marinha e não concordaremos com qualquer ordem para cancelar nossa campanha. Se alguém quiser nos parar por proteger as baleias, eles terão que nos afundar"
O capitão e sua tripulação não estão preocupados em serem chamados de piratas. "Não foi a Marinha Britânica que acabou com os piratas no Caribe, e sim o Capitão Henry Morgan, que era um pirata" - disse Capitão Watson. "Eu me orgulho por ter meu nome adicionado à longa lista de honrosos e nobres piratas, como o Sr. Francis Drake, John Paul Jones and Jean LaFitte. Para tanto, criamos nossa própria versão do simbolo pirata “Joli Rouge” (Vermelho Bonito). No lugar de duas espadas cruzadas, a nossa versão conta com um cajado de pastor e o tridente de Netuno - o rei dos mares para a mitologia greco-romana - abaixo de um crânio com a gravação do símbolo Yan-Yang representando um golfinho e uma baleia. Ele continua: "Se eles nos querem como piratas, seremos os malditos piratas, mas não abandonaremos as baleias na agonia e na miséria dos harpões sem lutar. Nos somos os piratas da compaixão perseguindo os piratas do lucro"
A Sea Shepherd se opõe à caça ilegal de baleias desde 1977. Este ano marca o 30º aniversário das intervenções em alto-mar contra baleeiros e operações ilegais de pesca nos oceanos de todo mundo.
Durante as três decadas das atividades da Sea Shepherd nenhuma pessoa foi ferida e nenhum de seus ativistas foi condenado por nenhum delito grave. A Sea Shepherd intervem contra atividades ilegais, de acordo com o os Princípios da Natureza da Organização das Nações Unidas.
Japoneses ameaçam atacar o navio da Sea Shepherd, o Farley Movat
Este ano, a frota japonesa de baleeiros está determinada a assassinar ilegalmente mais de 1.000 baleias no Santuário das Baleias na Antárctica. O Japão dobrou sua cota ilegal de baleias Minke para mais de mil, e terá como alvos as baleias Fin, espécie ameaçada de extinção e, pela primeira vez desde o início dos anos oitenta, 50 baleias jubarte, outra espécie ameaçada de extinção.
Apesar de a Sea Shepherd ser a única organização no mundo disposta a ir à Antárctica interceptar a frota japonesa de baleeiros e interromper suas ações ilegais, temos sido ameaçados por ações violentas por parte do Japão.
Além de termos o registro do nosso navio Farley Movat cancelado por alguns países por força da pressão japonesa, temos sido ameaçados pelo Presidente da Associação Baleeira Japonesa, Keiich Nakajima.
"A Lei Internacional diz que um navio sem bandeira pode ser parado por qualquer Marinha para inspeção e em caso de violação ou atividade pirata, o navio pode ser apreendido e sua tripulação presa. Se Paul Watson continuar sua violenta campanha usando esta embarcação, ele estará arriscando tudo" - disse Sr. Nakajima, que convocou o governo japonês para garantir que tudo seja feito para prover segurança aos pesquisadores e à tripulação japonesa parando o Farley Movat em alto-mar, apreendendo-o e prendendo sua tripulação como piratas.
O capitão Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd, desconsiderou as ameaças feitas pelos japoneses dizendo que a tripulação do Farley Movat está totalmente preparada para defender o navio contra a violência japonesa. E quanto ao "arriscar tudo", ele disse: "Nós estamos completamente preparados para arriscar nossas vidas pelo navio e pelas baleias"
“Me surpreende saber que estes caçadores ilegais que assassinam baleias ameaçadas de extinção em um santuário tenha a audácia de nos chamar de piratas e nos acusar de violência quando nós nunca causamos um ferimento a nenhuma pessoa, enquanto eles derramam milhares de galões de sangue de baleias nas águas frias dos oceanos do sul todos os anos” - ele continuou. "As pessoas teriam que ser cegas e completamente ignorantes para não ver a postura adotada pelo Japão - uma tentativa de justificar a matança ilegal de baleias”
Repercussão da Campanha Leviathan na Austrália
A Austrália está banindo acesso aos seus portos para os navios japoneses baleeiros.
O Ministro do Meio-Ambiente da Austrália, Senador Ian Campbell, está preocupado como os efeitos dos canhões de água nos protestantes e por isso está pressionando os japoneses para evitar seu uso contra os ativistas defensores de baleias.
A tática adotada pelos japoneses - uso de canhão de água contra os protestantes, segundo Campbell, atenta contra a vida humana e o efeito deste ato nas água geladas da Antártica se agrava em função da iminência da ocorrência de hipotermia, e por isso está planejando uma demostração dos efeitos de um canhão de água contra um humano em Fremantle, oeste da Austrália.
O líder do Partido Verde, Senador Bob Brown, criticou a atuação do Senador Campbell: "O Ministro do Meio-Ambiente falhou em sua intervenção contra a caça às baleias na águas antárticas australianas, deixando-o sem posição para criticar a Sea Shepherd e sua tripulação"
"O Senador Campbell condenou a Sea Shepherd, mas recusa-se a enviar uma embarcação australiana de observação para a área de matança utilizada pelos japoneses" - disse o Senador Brown.
"Durante este verão, os japoneses têm como alvo até mesmo as baleias jubarte, que retornaram de sua migração para acasalamento ao longo da costa da Austrália. O governo deveria mandar uma embarcação naval de vigilância para registrar a matança e mostrar para o mundo o terrível negócio que é assassinar as baleias" - continua o Senador Brown.
Conheça a resposta de Paul Watson lendo o texto "Qual é a verdadeira violência acontecendo no Santuário das Baleias?"
Qual é a verdadeira violência acontecendo no Santuário das Baleias?
O Ministro do Meio-Ambiente da Austrália, Senador Ian Campbell, está preocupado como os efeitos dos canhões de água nos protestantes e por isso está pressionando os japoneses para evitar seu uso contra os ativistas defensores de baleias.
"Com todo o o respeito pelo Senador Campbel, isso é uma distração. Os canhões de água são facilmente evitados. Nós nunca fomos atingidos pela simples razão de que não nos colocamos no caminho deles. Os ativistas do Greenpeace deliberadamente se colocam na frente dos canhões de água para criar efeitos especiais para serem mostrados na televisão, o que é apenas uma distração" – disse Paul Watson, fundador e presidente da Sea Shepherd.
Nós não somos as vítimas aqui e o Greenpeace não deveria tentar se fazer de vítima.
As vítimas são as baleias. Ficar molhado agora é comparado a ter uma harpão dotado de uma granada cortando em pedaços seus orgãos internos. Também é comparado a ser eletrocutado lentamente por lanças elétricas.
O Senador Campbel está preocupado com a violência contra os humanos no Santuário das Baleias na Antártica, mas a violência não é contra os humanos, e sim contra as baleias. Mil baleias em vias de extinção estão sendo assassinadas utilizando-se métodos excepcionalmente cruéis - animais cujas existências são tão sensíveis e que vivem em tão complexas sociedades. Esta é a violência a qual nos opomos.
O que estamos fazendo é perigoso. Nós sabemos que isso é perigoso e nós temos nos oferecido para arriscar nossas vidas para nos opormos à horrível violência desses criminosos japoneses que ilegalmente atormentam e assassinam as grandes baleias.
Esta é a violência que gostaríamos que o Senador Campbel tomasse uma ação.
Nós decidimos nos arriscar. As baleias não. Nenhuma pessoa deveria vir aqui para proteger e defender as baleias ao menos que esteja preparada a arriscar sua vida por isso.
Nós não estamos interessados em estórias de pessoas discursando sobre o quanto os japoneses são violentos com as pessoas. Se alguém for jogado na água por uma canhão de água então essa é a razão pela qual veio aqui. Além disso, os colete salva-vidas existem por este motivo.
O Senador Campbel solicitou que todos os envolvidos usem de moderação. Como podemos agir moderadamente por interceptar a violência contra essas baleias? Nós não estamos aqui para assistar as baleias morrerem. Estamos aqui para salvar suas vidas e agir com moderação é o mesmo que não fazer nada.
"A única coisa que não exercitaremos será a moderação." frisou Paul Watson.
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Todos os domingos, dominó na praça Cardozo nº 36, depois do culto. quem perder paga a pizza!
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